quinta-feira, 8 de maio de 2014

Feira Educar - O maior evento de Educação no Brasil

Leny Pimenta - stand da Editora  PEARSON (2013)
 
Há vários anos participo da Feira Educar, é sempre um momento para rever amigos que trabalham na área Educacional, observar as tendências deste mercado e avaliar nossa prática, didática. Os recursos tecnológicos são muitos, porém a sua efetiva utilização ainda é para poucos, pois, a grande maioria dos professores não conseguem assumir uma posição sujeito vanguardista, mediador do conhecimento, permanecem na repetição, no lugar parafrástico. Em diálogo com  Assolini (2014),  em uma das reuniões de estudo do grupo GEPALLE (USP/RP) sobre formação continuada, o que se percebe é que esse professor ocupa o lugar de espectador, reproduzindo conceitos e metodologias, que, em muitos casos não respondem às demandas das situações educacionais e pedagógicas pelas quais é responsável, nem sequer às condições de produção nas quais efetivam o seu ofício. Diz, Assolini (2014),  "penso em um processo formativo sustentado na articulação teoria-prática, no qual o professor cultive a capacidade de olhar para si, para o ensino e para a aprendizagem como ações dinâmicas, vivas, contextualizadas e transformadoras, ou seja, como prática social complexa. A formulação desse entendimento a respeito da formação dos professores apóia-se em importantes contribuições trazidas pelas literaturas nacional e internacional que apontam para a interdependência entre as dimensões pessoal, profissional e organizacional na profissão docente. Nessa direção, a formação continuada deve ser capaz de oferecer aos professores oportunidades e condições para gerarem modalidades, recursos e alternativas que lhes permitam conhecer e compreender as teorias e práticas de que se valem, revisá-las, desconstruí-las, e ressignificá-las".
Dessa forma, neste diálogo, conclui-se que "a formação continuada poderia mover-se entre a dialética de aprender e desaprender; construir e desconstruir. Formação é processo, é movimento, é um nunca acabar, é um constante transformar-se". 

Gênero textual - Contos de Fadas


domingo, 27 de janeiro de 2013

Participação na campanha: Não aceito CORRUPÇÃO.


O  COC Franca em parceira com o Observatório da Educação, trouxeram a Franca o promotor de Justiça Dr. Roberto Livianu.
A presença do palestrante Dr. Roberto Livianu,  (Promotor de Justiça vice-presidente do MP Democrático Brasileiro) no COC Franca  (ensino médio) e OAB, contribuiu para levantar  reflexões acerca da complexidade que o tema envolve “ Controle da Corrupção”.  Em sua fala, ele afirmou  que o “Ministério Público Democrático se identifica com os anseios do povo e tem difundido a cultura de prevalência dos direitos humanos”.  Nesse sentido, justifica-se a abrangência do tema proposto em relação a uma postura ética.
O Observatório da Educação juntamente com o COC Franca,  tem a preocupação em veicular   temas dessa natureza,  afim de promover e fazer circular o discurso polêmico levando os jovens à uma tomada de posição crítica e reflexiva exercendo,  democraticamente,  o  direito à cidadania.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

JORNADA DE ANÁLISE DE DISCURSO E SUAS INTERFACES: LETRAMENTO E ESCRITA.

CAPA
14/8/2012
Jornada discute letramento e escrita
Estão abertas até 7 de agosto, inscrições gratuitas para a “Terceira Jornada de Análise do Discurso e Suas Interfaces – Letramento e Escrita: O Cotidiano das Práticas Letradas”, que acontece dia 14 de agosto, a partir das 8h, no Anfiteatro André Jacquemin, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da de Ribeirão Preto (FFCLRP), da USP. A coordenação é da professora Leda Verdiani Tfouni, da FFCLRP.
O evento propõe a atualização sobre novos aportes teóricos e analíticos a respeito do letramento, aquisição da escrita e práticas escolares durante a alfabetização. É voltado especialmente a pesquisadores, estudiosos da área e professores da rede que baseiam suas práticas nas teorias de letramento.
Na programação, duas mesas-redondas sobre “O que podemos aprender com as escritas escolares?”, com pesquisadores da UNESP e da Universidade Federal Fluminense, e “A diversidade das práticas letradas na atualidade”, com pesquisadores da USP e da Universidade de Brasília. Também haverá lançamento de livros, comunicação oral e exposição de painéis de trabalhos relacionados ao tema do evento.
O evento é promovido pelo Grupo de Pesquisas “Análise do Discurso e suas Interfaces”. Esse grupo tem como objetivo a realização de projetos que resultem numa interface entre a Análise do Discurso de Linha Francesa (Pêcheux) e a Psicanálise (Freud e Lacan), além de trabalhar, também, com o Letramento, teoria desenvolvida pela coordenadora do grupo, professora Leda Verdiani Tfouni. Atualmente o grupo conta com 8 pesquisadores, cinco mestrandos e três doutorandos e é composto por cerca de 20 membros.
Inscrições para exposição de painéis, envio de resumos, e no evento, envio de nome, podem ser feitas pelo e-mail jornadasadinterfaces@gmail.com. Mais informações pelo telefone (16) 3602.4449.

Por : Rosemeire Soares Talamone
 
site:http://www.radioribeirao.ccrp.usp.br/noticias.asp?id=291

quinta-feira, 21 de junho de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Semana Literária Monteiro Lobato


A Semana Literária Monteiro Lobato-2012, teve como tema inspirador o livro “Os doze trabalhos de Hércules” que consta da obra de Monteiro Lobato,  publicado em 1944, onde a Grécia é palco e cenário no desenrrolar das aventuras que acontecem em meio às constantes interferência dos personagens do Sítio,  Pedrinho, Visconde e Emília, sem os quais Hércules não conseguiria realizar  suas tarefas. Eles também resgatam a tia Nastácia do temido Minotauro, que acaba se rendendo aos seus dotes culinários, assim, ao invés de ser devorada ela é feita prisioneira no Labirinto de Creta com a incumbência de fazer bolinhos para a fera. E,  muito mais acontece nesta narrativa mitológica....

Percebe-se que Monteiro Lobato não se limitou somente a informar as crianças mas, acima de tudo, inovou na forma de fazer com que as crianças dialogassem com seu universo. Sem dúvida, ele uniu a tradição com fontes históricas, mitológicas e folclóricas à modernidade por meio de recursos estilísticos e discursivos.

Com a habilidade e maestria esse grande escritor, faz uma imersão dos personagens do Sítio à mitologia grega em “Os doze trabalhos de Hercules” por meio de uma linguagem apropriada para as crianças com uma riqueza de detalhes sobre os deuses, descritos, sem supressão e, de forma fiel  à mitologia grega, popularizando os mitos gregos. Assim, ele promove o resgate da tradição oral  e ao mesmo a modernização da literatura quando uni o antigo e o moderno.  Não faz uma reprodução do texto original, mas, realiza uma elaboração de um novo, instalando a autoria, amalgamando os elementos essenciais da narrativa mítica.

Monteiro Lobato, ao resgatar a tradição, faz a circulação dos bens culturais da humanidade. E , nesse sentido, nós do Colégio Monteiro Lobato instauramos novos gestos de leitura interligando ao tema às Olimpíadas, permitindo com que nossos alunos ocupem os lugares de autores e de leitores historicizando o dizer, atualizando a memória.

                                                                         Leny Pimenta.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Responsabilidade Social


Recebi um Convite para proferir uma Palestra na "Semana do Servidor Público" na UNESP/Franca, o qual agradeço e me sinto honrada.

sábado, 18 de junho de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

sábado, 5 de março de 2011

Manhã e tarde de autógrafos em Paulínia!


Estive no dia 1o. de março em Paulínia visitando a Escola de Cinema e autografando para as crianças, confesso que escrever as primeiras revistas de cinema infantil para a LEGO (2008) foi muito prazeroso, melhor ainda foi ver os olhinhos das crianças brilhando de emoção ao desenvolver os cenários, compreender as histórias, montar os roteiros e as animações. Paulínia STOP Motion é a maior escola de cinema em animações "Stop Motion" da América do Sul situada na entrada da cidade de Paulínia. Na escola são ministrados cursos de animação utilizando peças e bonecos da Lego. O projeto reproduz ambientes de estúdio de animação do mundo real. Nesses ambientes são realizadas as oficinas que contemplam conteúdos de quatro áreas específicas do cinema: roteiro, animação, produção executiva e design, que são destinadas a jovens de 10 a 15 anos. Também existe a divisão Infantil que trabalha com crianças de 6 a 10 anos que usam os Legos para criar peças teatrais.








O módulo para crianças consta de 8 histórias:




1- Personagens Conhecidos:-Romeu e Julieta ( um classico escrito por William Shakespeare) e a Gata Borralheira (de Charles Perrault).




2-Quem faz o quê?:-País das Maravilhas ( um célebre encontro entre o "Grilo Falante"e o "Coelho Branco") e a Cidade dos Sonhos (uma cidade dos desejos infantis).




3-Gêneros:-




a) O Tesouro do Barba Negra




(sinópse:-As histórias dos Piratas sempre incendiaram nossa imaginação pelos seus feitos, ora horripilantes, ora em favor dos pobres. Piratas era o termo para designar os que pilhavam o mar. Com o tempo esse termo passou a designar qualquer um que viola algo.
O mais temível e lendário Pirata foi Edward Teach
conhecido como “Barba Negra”, muitos livros e filmes foram produzidos em torno de suas aventuras. A História da Pirataria vem desde a Grécia antiga.
Escolhi esse tema por também ser parte dele real. Por volta do século XVI até o século XVIII a pirataria foi intensa nas costa do Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, atacavam os navios espanhóis carregados, grande parte, de prata (extraída da mina Potosi no Alto Peru) e de ouro do México para a Europa, especialmente a Espanha. O preço dessa extração da prata pode ser considerado um dos maiores genocídios da humanidade, custou à vida de mais de 8 milhões de indígenas sul-americanos e escravos trazidos aos milhares da África. *Leny Pimenta)




b) Operação (DES)encana ( sinópse:- As histórias de casos misteriosos deram origem a uma série de livros e filmes policiais, afinal tudo que é misterioso trás uma inquietude ao ser humano.
Foi ouvindo, lendo histórias e assistindo a muitos filmes que me apropriei dessa inquietude e escrevi “Operação (Des)encana”, especialmente para você que costuma ficar “encanado” com algo que o captura. Aqui, o detetive é uma mistura de Sherlock Holmes com James Bond, Sir J. Bolmes é o personagem principal dessa história, tudo gira em torno de suas suspeitas indiciárias. Uma divertida aventura policial, uma viagem a países diferentes, culturas diferentes.
Espero que você embarque comigo no “Orient Express” e descubra o prazer de vivenciar uma História ao lado de J. Bolmes! *Leny Pimenta.)




4- Como se faz um filme:-




a)O Fantástico Mundo! (Sinópse: Sempre fui apaixonada pelos Super Heróis, não porque seus poderes estão além dos de um ser humano e sim pelo senso comum presente em todos eles: a defesa do bem, o combate ao crime na luta do bem contra o mal e acima de tudo a busca constante da PAZ!
Altruístas a maioria, dos Super Heróis, se mistura ao cenário urbano e contemporâneo tornando-os mais próximos ao leitor, embora haja alguns que se apresentam em cenários futuristas e até de outros planetas.
Outro Herói, muito presente na minha infância foi o Popeye. Acho porque eu era bem franzina, um vento mais forte quase me derrubava, meus colegas me chamavam de “Olivia Palito”eu não importava, pois, sabia que não estava só, Popeye alimentava minha imaginação. Isso sem contar que eu adorava omelete de espinafre!
Comentar sobre eles, aqui, é antes de tudo reverenciá-los pelo super poder de enriquecer a imaginação de milhares de pessoas no mundo todo! )*Leny Pimenta.



b) Dinos...em Ação! (Sinópse:-Quando esse filme saiu nos cinemas, a correria foi intensa para compra de ingressos, confesso que eu também fiquei eufórica, estava bastante ansiosa para ver como eram os nossos antigos moradores do planeta Terra.
Uhauuuuuuu!!!! Que sensação! A princípio fiquei assustada, meu coração às vezes disparava, nunca tinha visto algo igual. A partir do filme ficou bem mais fácil compreender a linha do tempo e onde eles se situavam.
O melhor foi que, após o lançamento surgiram vários álbuns de figurinhas e adivinhe se eu não fiz o meu?! Claro, queria conhecer melhor como eles eram o que comiam, minha curiosidade foi tanta que assisti várias vezes o “Em busca do Vale encantado” bem, acho que nem preciso contar a vocês porque escrevi Dinos....em ação?!
Espero que curtam bastante e que sejam capazes de produzir outros roteiros, cenários e histórias melhores que essa!) *Leny Pimenta.


Há vários desafios dentro das revistas que envolvem o raciocínio, imaginação e a criatividade, isso sem contar com as possibilidades Pedagógicas: Abordagem Interdisciplinar, Temas transversais.

As crianças que freqüentam a escola trabalham em grupo, desenvolvendo temas: cenário, animação, design e produção. Ao final do curso, eles conseguem editar desenhos de animação de pelo menos um minuto de duração.










sábado, 22 de janeiro de 2011

StopMotion no COCFranca!



Um curso novo, extra curricular, para 2011!

O curso de StopMotion terá inicío em março no COCFranca, terá implantação gradativa, ofereçerá uma formação teórica e crítica do cinema além da criação em StopMotion. Essa técnica faz parte do gênero cinematográfico "Animações" StopMotion (movimento parado), frame a frame (quadro a quadro) com recurso de uma filmadora, máquina fotográfica ou por computador.

Esse curso terá duração de 2 anos, com 2 aulas semanais, será dado por módulos e ministrado pelo Prof. Gustavo Miranda. Ao final de cada ano está prevista uma mostra cinematográfica elaborada pelos estudantes. As inscrições estarão abertas a partir de fevereiro, serão 32 vagas, sendo cada turma formada de 8 alunos. A prioridade é para alunos do 9o. ano. Em não completando será estendida à lista de espera por ordem decrescente de series.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mosaicos fotográficos


La cité médiévale de Carcassone, situa-se na região de Languedoc-Roussillon, na França.
Encontra-se entre os Pirineus e o maciço central francês. O rio Aude corre mansamente nas proximidades do maravilhoso Castelo que, antigamente, foi ocupado pelos povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. Há dentro do Castelo uma linha dupla de muralhas (intáctas) que representam um avanço da engenharia militar da idade média, século XIII. As vielas estreitas contrastam com a magnitude do Castelo. A atmosfera dominante penetra em nossos sentidos inebriados por uma ilusão que nos faz crer que o tempo desliza de volta ao passado. Uma sensação de "déjà vu"...

sábado, 25 de setembro de 2010

"FOLHAS MORTAS...."


É outono em París!!!!

A cidade se veste de tons amarelos esmaecidos pelo vento frio outonal que prazerosamente anuncia a proximidade do inverno. Iluminada, como sempre, não deixa de ser cenário dos mais famosos filmes e das mais lindas músicas... Ai...París... tela viva para os mais diversos pintores!

Passear por París é como viajar no tempo se descobrindo (memória histórica) em cada esquina passando pelos famosos cafés parisienses tão cheios de histórias, de grandes escritores e poetas, vultos da literatura francesa, da música e da arte. A embriaguês dos sentidos nos toma de pronto e nos deixa extasiados pela beleza arquitetônica de seus monumentos, suas alamedas onde debruçam os plátanos. E o rio Sena, palco de tantos episódios históricos onde navegam animadamente os "bateaux"...hummmmmm... que vontade de parar o tempo....ou de ir em busca de "Le temps perdu".... O mais gostoso dessa viagem é que ela está apenas começando, vamos ter uma temporada de estudos onde teremos oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura francesa...au revoir!!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

LA PALABRA...





...Todo lo que usted quiera, si señor, pero son las palabras las que cantan, las que suben y bajan....Me prosterno ante ellas....Las amo, las adhiero, las persigo, las muerdo, las derrito... Amo tanto las palabras...Las inesperadas...Las que glotonamente se esperan, se acechan, hasta que de pronto caen...Vocablos amados...Brillan como piedras de colores, saltan como platinados peces, son espuma, hilo, metal, rocio...Persigo algunas palabras...Son tan hemosas que las quiero poner todas em mi poema...Las agarro al vuelo, cuando van zumbando, y las atrapo, las limpio, las pelo, me preparo frente al platô, las siento cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetales, aceitosas, como frutas, como algas, como ágatas, como aceitunas...Y entonces las revuelvo, las agito, me las bebo, me las zampo, las trituro, las emperejilo, las liberto....Las dejo como estalactitas em mi poema, como pedacitos de madera bruñida, como carbón, como restos de naufrágio, regalo de la ola...Todo está em la palabra...Una Idea entera se cambia porque uma palabra se traslado de sítio, o porque outra se sento como uma reinita adentro de uma frase que no la esperaba y que lê obedeció...Tienen sombra, transparência, peso, plumas, pelos, tienen de todo lo que se lês fue agregando de tanto rodar por el rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raíces... Son antiqüíssimas y recentíssimas...Viven em el féretro escondido y em la flor apenas comenzada...Qué buen idioma el mio, qué buena lengua heredamos de los conquistadores torvos...Éstos andaban a zancadas por las tremendas cordilleras, por las Américas encrespadas, buscando patatas, butifarras, frijolitos, tabaco negro, oro, maíz, huevos fritos, com aquel apetito voraz que nunca más se há visto em el mundo...Todo se lo tragaban, com religiones, pirâmides, tribus, idolatrias iguales a las que ellos traían em sus grandes bolsas...Por donde pasaban quedaba arrasada la tierra...Pero a los bárbaros se les caían de las botas, de las barbas, de los yelmos, de la herraduras, como piedrecitas, las palabras luminosas que se quedaron aqui resplandecientes...el idioma. Salimos perdiendo...Salimos ganando...Se llevaron el oro y nos dejaron el oro... Se lo llevaron todo y nos dejaron todo...
Nos dejaron las palabras....

Bibliografia:

NERUDA, Pablo. “Confieso que he vivido Memorias” , Editorial Planeta-Buenos Aires; 1996-pág.77.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrevista com o Prof. Dr. Mário Carretero (FLACSO)


A Diretora do COC Franca, Profa. Leny Pimenta, que está sempre se atualizando, concluiu recentemente um curso de posgrado em Materiales Didácticos: lenguajes y mediaciones para la enseñanza, na FLACSO.[1]
Disse-nos que no “módulo 2” havia uma proposta interessante cujo assunto era: Producción de uma entrevista. Todos os alunos participaram enviando questões que foram selecionadas e enviadas ao eminente Prof. Dr. Mário Carretero[2].
Segue abaixo a entrevista (com permissão exclusiva para publicar no site: www.cocfranca.com.br) na íntegra com as respostas.
Entrevista:
1. ¿Incide la motivación en la comprensión? ¿Motivación es lo mismo que interés? ¿Cuáles son las condiciones o características que debe reunir un texto para resultar motivadorpara determinados lectores? ¿Incide la baja autoestima del lector en la motivación?
La motivación y la comprensión pueden ser vistas como dos caras de la misma moneda. Quiero insistir en esta expresión, porque muestra de forma sutil un aspecto esencial de dos grandes procesos psicológicos. Es decir, sin motivación resulta más difícil comprender algo. Y, por otro lado, el comprenderlo aumenta sin duda la motivación para seguir comprendiendo. En suma, resulta muy difícil sostener que no hay una relación clara, sistemática y habitual entre estos dos procesos.
Sin embargo, a la vez, es preciso estudiarlos de forma diferenciada, porque remiten a cuestiones distintas. Eso quiere decir que también tienen independencia; que podemos estar muy motivados por algo y, sin embargo, no llegar a comprenderlo debidamente, y que podemos también comprender de una forma bastante detallada un texto que no nos motiva y que por tanto no introduce en nosotros un placer suficiente como para continuar comprendiéndolo.
Por otro lado, es conveniente señalar que suele haber una confusión muy frecuente entre motivación e interés. Con bastante insistencia se piensa que la motivación es simplemente el interés que sentimos ante alguna actividad y las cosas no son exactamente así. El interés es parte del proceso motivacional, pero solamente su inicio. Por ‘motivación’ se entiende todo un conjunto de relaciones explícitas e implícitas entre nuestra actividad y las razones de carácter afectivo subyacentes al mantenimiento de esa actividad.
Por lo tanto, con la motivación tienen que ver cuestiones tan importantes como nuestra auto-imagen, que no siempre es tan obvia para nosotros mismos como se pudiera pensar; como nuestra creencia en nuestras propias habilidades, como la manera en que establecemos nuestras relaciones con los demás, entre otras cuestiones.
Hay una frase de la escritora belga Marguerite Yourcenar que me parece muy representativa del proceso motivacional. Dicha frase dice: “En realidad, los seres humanos somos una mezcla entre lo que creemos ser, lo que queremos ser y lo que en realidad somos”. Esta frase, que procede del maravilloso libro “Las memorias de Adriano” muestra cómo la motivación es un proceso muy complejo y de amplio espectro en el que intervienen factores, como decía antes, tanto explícitos como implícitos.
Sin duda hay estrategias diferenciadas para favorecer la motivación y la comprensión. Las destinadas a la primera, intentan fundamentalmente que la vinculación de la persona con la actividad que debe realizar sea positiva y, por lo tanto, que haya razones de carácter afectivo para que se siga sosteniendo la actividad, independientemente de los resultados que eso produzca en la comprensión, aunque, por supuesto, lo que buscamos al mejorar el proceso motivacional es que en última instancia también produzca comprensión.
Por otro lado, las estrategias destinadas a la comprensión tienen que ver con aspectos puramente cognitivos, es decir, con la claridad de las ideas, con la eficiencia de su representación, con la posibilidad de aplicarlas en contextos distintos, etc.
Por supuesto las estrategias destinadas a mejorar la motivación y las estrategias destinadas a mejorar la comprensión deberían intentar, y de hecho así sucede en muchos casos, que la persona mejore ambos procesos en relación con la misma tarea.
Para responder vuestra pregunta de manera muy concreta diría que un texto, para resultar motivador, debe enlazarse muy bien con las inquietudes y los conocimientos previos de los alumnos, y ser capaz de generar buenas preguntas.

Por último quisiera añadir que a menudo relacionamos la motivación sólo con cuestiones o aspectos afectivos, sociales o vinculares. Y esto es más bien incorrecto e incompleto, no sólo desde un punto de vista psicológico sino sobre todo educativo. Es decir, cuando decimos “nuestros alumnos no están motivados”, solemos querer decir que no tienen interés no sólo en nuestro conocimiento sino en la vida en la general. De hecho, solemos añadir, “es como si no les interesara nada”. Bien, creo que estas afirmaciones, que pueden ser comprensibles porque a veces tratar con los alumnos puede ser muy difícil, ocultan no sólo concepciones mas bien equivocadas sobre los alumnos (hay muchas cosas que sin duda les interesan), sino sobre todo que un ámbito determinado de conocimiento, unas preguntas sobre un tema específico, les pueden llegar a motivar en relación con su comprensión específica sobre dicho tema. Es decir, lo que quiero decir es que hay un ámbito específico de la motivación que tiene que ver con lo cognitivo, con la comprensión, y no sólo con lo afectivo o relacional. En pocas palabras, si puedo comprender un texto o material educativo que tiene que ver con una pregunta desafiante y que me interesa, sin duda eso va a ser muy motivador, y por el contrario, si no lo puedo comprender no va a tener un efecto sobre la comprensión. En definitiva, comprender motiva y estar motivado es una muy buena forma de comprender.



2. Las inferencias incorrectas que un estudiante hace al leer, ¿pueden servir para conocer sus ideas previas o como punto de partida para el enriquecimiento o la modificación de la comprensión? Si es así, ¿podría ofrecer un ejemplo? Los métodos de indagación de las ideas previas utilizados por los investigadores para evaluar la comprensión ¿pueden ser utilizados por los docentes? De ser así, ¿qué precauciones se deberían tomar?

Sin duda, las inferencias pueden ser un indicio de los contenidos de las ideas previas. Ahora bien, hay que ver de qué tipo o naturaleza de inferencia se trata. Una inferencia será un buen indicio o muestra de la idea previa si realmente se refiere a un contenido de una cierta importancia y no surge de una cuestión menor. Por ejemplo, si un chico lee un texto sobre el principio de Arquímedes, e inmediatamente después se le preguntan las razones de la flotación de los cuerpos, pidiéndole una predicción sobre la flotación de un objeto concreto, es muy probable que, diga que el peso (y no la densidad) es la causa fundamental. Esto se debe a que, como hemos investigado ampliamente en nuestro equipo, la idea previa sobre este fenómeno se basa (en diferentes edades) sobre todo en el peso. La idea de la densidad (que se deriva del principio de Arquímedes y es, por tanto, una inferencia posible) resulta muy difícil para los alumnos porque es más compleja y abstracta. Por tanto, los estudiantes hacen una inferencia errónea que muestra una persistente idea previa.
En cuanto a los procedimientos usados por los investigadores, pueden dar a los docentes ideas interesantes para implementar y desarrollar situaciones didácticas, pero no usados de manera literal, y, más que con precauciones, con visión de aplicabilidad al contexto didáctico. El investigador tiene como objetivo la producción de conocimiento en un contexto muy riguroso y certero, mientras que el educador tiene otros objetivos, como producir no solo mayor conocimiento, sino también mayor interés, etc., y siempre en un contexto de comunicación —no olvidemos que el aula es un contexto comunicativo— y de acción conjunta. El investigador no trabaja con los niños que estudia, sino sobre ellos. El docente no intenta, por otra parte, producir conocimiento científico, sino comprensión y divulgación de dicho conocimiento en un contexto en el que se comparte, se forma y se sostiene una vinculación positiva con dicho conocimiento.


3. ¿Hay estrategias cognitivas específicas que favorezcan la comprensión de textos de los diversos campos del saber, como las Ciencias Naturales y las Sociales? ¿Puede el docente favorecer el desarrollo de esas estrategias cuando no existen conocimientos previos sobre las disciplinas? Si es así, ¿cómo?

Para empezar, habría que distinguir claramente entre estrategias por parte del autor de los textos o por parte del profesor, y estrategias por parte del lector. Estrategias generales como hacer preguntas, hacer representaciones de lo expresado en el texto, desafiarlo, tratar de expresar lo mismo con otras palabras, hacer resúmenes, etc., valen en ambos casos, pero hay que tener presente que no es lo mismo darle al estudiante un resumen que proponerle que lo construya él mismo. El docente puede funcionar como “modelo” mostrando esas estrategias, el paso a paso y el porqué de su aplicación; con eso favorece, a su vez, su uso apropiado por parte de los estudiantes.
Por otro lado, creo que la especificidad de las estrategias debería relacionarse, en términos generales, con la especificidad epistemológica de las disciplinas.
Por ejemplo, en las Ciencias Naturales es habitual que haya control de variables como estrategia de investigación; entonces las estrategias lectoras deberían orientar la lectura hacia este aspecto, así como al modo en que se plantean leyes, causas, etc. En las Ciencias Sociales es más frecuente el análisis comparativo o correlacional (por ejemplo, la comparación de sociedades), y la causalidad es diferente, múltiple; ergo, las estrategias deberían apuntar al reconocimiento de tales características de los textos. Es solo un ejemplo.

Por otra parte, se dice comúnmente que el principal problema con el que se enfrentan los docentes de Matemática y Ciencias Experimentales es la dificultad de los alumnos para interpretar consignas y enunciados referidos a situaciones problemáticas por falta de conocimientos previos. Cabe preguntarse: ¿Dónde se ubica el problema? ¿En los alumnos? ¿En las consignas? ¿En las situaciones problemáticas que se les plantean? ¿En la interacción entre estos tres elementos? Y la respuesta es sin duda en la interacción. Responder con detalle a esta pregunta sería interminable: depende de qué nivel y materia estemos hablando y también de qué consigna. En mi libro Psicología del pensamiento (Alianza) he tratado muchas cuestiones relativas a la solución de problemas y en mi obra Construir y enseñar las Ciencias Experimentales (Aique) hay muchas actividades que les pueden ser de utilidad, sobre todo para el uso del método científico en el aula, en relación con distintas disciplinas: Física, Biología , ect, Pero sobre todo quiero insistir en que las consignas deben lograr una interacción adecuada entre objeto y sujeto de conocimiento, atendiendo a los conocimientos previos del sujeto y dando un papel adecuado al profesor como mediador.

4. Las diversas formas de resumir, como el resumen que es un nuevo texto más corto, como el esquema, el diagrama de flujo, etc. ¿tienen relación con los textos que se leen en cada disciplina, con las habilidades personales del lector de acuerdo con su desarrollo o con ambas cuestiones?

Sí, sin duda hay una relación. Voy con ella.
-Con los textos de cada disciplina: cada disciplina (o grupo de disciplinas) tiene un estilo propio, una manera de decir las cosas. Cada disciplina usa un lenguaje encapsulado y auto-referente. Es decir, sólo sirve para decir las cosas para los que leen esa disciplina (en realidad cada lengua; les comento que cuando publico en inglés, no me vale traducir sin más desde el español; tengo que decirlo de otra forma, aunque quiera decir lo mismo). Es importante, e imprescindible, conocer bien esos “estilos epistémicos” de los textos, porque las mismas palabras pueden ser usadas de forma muy diferente en diferentes disciplinas y contextos. Esto también afecta a la calidad de las revistas, por ejemplo. En el mundo académico, por ejemplo, las revistas tienen una calidad muy diferente (de hecho hay un ranking de revistas según criterios muy estudiados) y las revistas de muy buena calidad y prestigio usan un lenguaje mucho mas preciso, depurado, breve (Gracián, que razón tenías ….!! Cuanta energía se podría ahorrar el mundo diciendo menos cosas…. Es broma…!!).
-Con habilidades del lector: esto es bastante obvio, sobre todo si lo relacionamos con lo anterior; es decir, si una persona no tiene la experiencia de leer revistas de una disciplina, no va a entender mucho, aunque tenga muy buena cultura general. Es un poco tremendo esto, pero es así. Las disciplinas académicas pueden llegar a ser como el ruso, el alemán, el suahili, etc, en cuanto a la dificultad para diferentes lectores que no saben de ellas. Solo un comentario mas: pensemos entonces en las dificultades tan tremendas que pueden llegar a tener para nuestros alumnos y como es necesario “traducirles”, “didactizarles”.


5. Por qué se afirma en general que los textos expositivos generan más dificultades de comprensión que los narrativos?

La dicotomía mencionada entre expositivos (TE) y narrativos (TN) es sólo una herramienta de trabajo investigativo. Es decir, puede decirse en general que los TE suelen ser más difíciles que los TN, pero no que no pueda suceder lo inverso en algunas situaciones. Por ejemplo, si tomamos un trozo de una novela tan compleja como Ulises, de Joyce, es muy probable que nos resulte más difícil de entender que un TE. Hay muchos elementos que explican la dificultad de un texto. Ahora bien, los TE, en la escuela, contienen con frecuencia una mayor densidad informativa, es decir, se expresan más conceptos con menos palabras y eso los hace más difíciles. Efectivamente cuanto más abstracto es un texto más difícil es comprenderlo. Podemos entender por “abstracción” la cantidad de ideas expresadas en un texto mediante la mayor economía de recursos; es decir, algo es más abstracto en la medida en que tiene lo que podríamos llamar mayor densidad informativa. O sea, mayor cantidad de ideas en menor cantidad de texto. Estoy hablando obviamente en términos generales, luego podríamos matizar mucho. Además conviene no olvidar que “concreto” o “abstracto” siempre se definen en función del conocimiento previo que tenga cada individuo.
Por otro lado, como señalaron Bruner y otros autores, las operaciones narrativas son más espontáneas, propias de todas las personas y de todas las culturas; todos usamos historias (es decir personajes y eventos en medio de tramas) para dar sentido a nuestras experiencias, mientras que los TE suelen remitir a cuestiones que Bruner denomina propias del pensamiento lógico-científico o paradigmático, en las que no hay una historia con personajes que tienen justamente características personales y eso hace que su representación mental sea más difícil. Pero, insisto, esta comparación en realidad, es sólo una manera de clasificar. Lo importante es que atendamos a cuántas abstracciones tiene un texto, y a cómo sus representaciones pueden general dificultades, ya sea porque son numerosas (y eso complica su mantenimiento en la memoria a corto plazo), ya sea porque sean desconocidas para el sujeto que aprende o porque son muy complejas.
Por otro lado, no creo que el uso frecuente de TN haga más difícil el uso de los TE. Creo que son cosas distintas cada uno de ellos tiene un papel diferente. Lo que sí me parece importante es que los alumnos lean y usen también los TE, y todos los textos en todos los sentido posibles.
Finalmente, es preciso decir que la dicotomía entre TN y TE es, como todas las dicotomías, útil en cierta medida, pero por supuesto fácilmente criticable. Es decir, hay otras opciones posibles, como las intermedias. Por ejemplo, textos que sean predominantemente narrativos o expositivos, pero que también tengan algo del “otro” tipo.
Las analogías son un buen ejemplo de esto. Permiten introducir un contenido nuevo a partir de otro ya conocido siempre y cuando, como es obvio, que el primero sea efectivamente conocido.
Si un texto tiene ejemplos o casos en los que podemos ir viendo las definiciones o explicaciones conceptuales que anteceden a esos ejemplos, vemos que el texto se va haciendo cada vez menos abstracto. Es decir, definimos algo abstracto por oposición a desarrollos de concreción, y esos desarrollos de concreción, sin duda alguna, requieren una cantidad de espacio informativo.
Es difícil especificar en términos generales los recursos lingüísticos o visuales para hacer un texto más concreto; pero podríamos decir que serían todos aquellos que suponen ‘desempacar’ como a veces se dice en inglés, los contenidos que están expresados de una manera muy densa en las diferentes explicaciones abstractas. Es decir, los recursos lingüísticos o visuales serán buenos en la medida en que puedan ir precisamente concretando de manera eficaz cada una de las expresiones abstractas.

6. ¿Cómo se concibe la reconstrucción de la coherencia en aquellos textos breves que se basan en la incoherencia y la polisemia como medio para lograr su propósito discursivo, como ciertos chistes, graffiti, y formas breves de poesía?

Sobre estas cuestiones hay bastante trabajo, sobre todo sobre la metáfora y sobre el humor. Considérese el trabajo de Lakoff y Johnson sobre la metáfora (hay traducción al castellano) que tanta influencia ha tenido no sólo sobre los lingüistas, sino sobre los psicólogos cognitivos, los politólogos y los cientistas sociales en general. Estos autores sostienen que las metáforas no son un fenómeno meramente lingüístico: conciernen a la categorización conceptual de nuestra experiencia vital, pues su función primaria es cognitiva y ocupa un lugar central en nuestro sistema de pensamiento. Los autores clasifican las estructuras conceptuales metafóricas en tres clases: Las“metáforas orientativas”, que organizan un sistema global de conceptos en relación con otro sistema; la mayoría de ellas se vincula a la orientación espacial y a nuestra constitución física; por ejemplo, “las cosas van hacia/para arriba”, “vamos cuesta abajo”, “lo que hizo fue una bajeza”, “me levantó el ánimo”, “tuvo un bajón”. Las “metáforas ontológicas”, que categorizan un fenómeno mediante su consideración como entidad, sustancia, recipiente, persona, etc.; por ejemplo, la mente humana es considerada recipiente: “no me entra en la cabeza”, “lo tengo en mente”, “es un cabeza hueca”, etc.. Y las “metáforas estructurales”, que estructuran una actividad o una experiencia en función de otra. Por ejemplo, un discurso es un tejido: “perdí el hilo”, “las ideas no están bien hilvanadas”, “hila muy fino”, “el nudo del relato”, etc.
El campo del humor ha sido objeto de numerosas investigaciones. Justamente, lo que hace la mente humana es comparar el sentido “normal” con el “incoherente”: de ahí viene el humor. Si no se realizara esa “comparación” no habría humor posible. Por eso, los niños de determinadas edades o los adultos de otra cultura (simplemente otro país) no entienden los chistes: porque no pueden realizar la comparación en un sentido estricto.

7. Teniendo en cuenta que las características de los textos escritos convencionales y de los hipertextos difieren en cuanto al soporte, a la velocidad de lectura, a la fragmentación de lo que se lee, a la sintaxis y al vocabulario (en el caso del chat y los mensajes de texto), al agregado de sonidos, movimiento, entre otros aspectos, ¿qué nuevos procesos cognitivos se activan en los lectores al leer hipertextos?

Pienso que esta interesante pregunta es difícil de responder, si bien es muy intrigante. Por mi parte estoy convencido, como otros muchos interesados por todo lo que está sucediendo en este comienzo traumático de siglo, que son muchas las cuestiones que están cambiando en estos ámbitos. Pero resulta difícil estar seguro de cuáles son las cuestiones que están realmente cambiando, pues estamos demasiado cerca del fenómeno mismo como para saber qué está pasando en nuestras mentes. De lo que no cabe duda es que hay dos cuestiones que hoy día están cobrando importancia: una es la flexibilidad necesaria para moverse en los textos de carácter hipertextual que hoy predominan (Internet, etc) y otra en el quiebre de los procedimientos deductivos y enciclopédicos que ya no “corren” más. Pero ya digo, es muy difícil saber que está pasando en nuestra mente, porque las características de las nuevas tecnologías textuales interaccionan con ella y si hay una modificación será finalmente mental. Por otro lado, es muy interesante en este sentido observar cómo muchas veces la mente y sus características de funcionamiento limitan lo que se supone que son avances tecnológicos. Por ejemplo (y este es un ejemplo para “adictos” a las Nuevas Tecnologías como lo soy yo) en los últimos años ha habido una pugna entre los fabricantes de PDA’s para ver como se podía hacer un aparato que fuera teléfono móvi, PDA y demás cosas. Finalmente se ha podido ver que existe una limitación muy obvia para esa “integración”, que es… !!el tamaño!! Es decir, no resulta razonable para el ojo humano ver y procesar texto en pantallas tan chicas, aunque tecnológicamente sea posible que dichos aparatos integren todo tipo de posibilidades.
Coincido con numerosos analistas actuales (por ejemplo, Umberto Eco, entre otros) en que sin duda estamos asistiendo a una auténtica transformación cualitativa en cuanto a las interacciones entre la mente humana y los símbolos y signos que usa, de forma que la entrada en la llamada “civilización digital” está transformando profundamente la las funciones y operaciones que realiza nuestra mente. Es muy probable que esta transformación sea parecida a la que se dio cuando aparecieron la lectura y la escritura, y por supuesto a cuando su uso se generalizó. No doy ejemplos porque sin duda están en la mente de todos.
Ahora bien, que esto se esté produciendo no quiere decir que podamos saber qué efectos precisos está teniendo. Podemos tener impresiones, hipótesis, pero es muy improbable que podamos ya, en un sentido científico, saber cuáles son las transformaciones cognitivas duraderas y de importancia que se están produciendo. En parte, porque estamos demasiado cerca del fenómeno y en parte, porque algunos cambios son importantes y otros no tanto (aunque lo parezcan, como es el caso del pasaje de un texto a otros). También porque es muy posible que no tengamos aún recursos simbólicos para saber cuales pueden ser realmente las transformaciones de importancia, es decir, quizás nos cuesta mucho hipotetizar los tipos de transformaciones. Por otro lado, es importante tener en cuenta que estas transformaciones deben llevar un tiempo (varias generaciones) para poder ser consideradas duraderas.
Obviamente, no quiero dejar de lado algunos comentarios sobre mis impresiones. Creo que probablemente lo que sucede en las nuevas generaciones al leer de forma hipertextual es que con mucha frecuencia se instale una visión de los conocimientos menos deductiva (es decir, que de lo general a lo particular), y más inductiva (de lo particular a lo general) e incluso de lo particular a lo particular, de forma que sea muy costoso para ellas armar teorías generales o esquemas de amplio espectro. Es decir, al predominar el uso y el procesamiento de información fragmentada, lo más probable es que se impongan procesos cognitivos de tipo micro con escaso acceso a macro- estructuras generales. En este sentido, creo que es muy posible que no se produzcan muchas inferencias entre los sentidos generales y los detalles.


8. Desde el punto de vista del constructivismo, la comprensión de un texto puede definirse como un proceso de reconstrucción del sentido. Para formar ciudadanos activos en la sociedad, nuestros alumnos no sólo deben comprender lo que leen, sino también pensar críticamente en torno a lo leído y no necesariamente todo aquel que comprende un texto piensa críticamente en torno al mismo. ¿Cuáles son las competencias que a su criterio el docente debe trabajar con los niños de forma sistemática para formarlos como pensadores críticos?


Muy buena pregunta y muy oportuna. Vengo pensando mucho en esto últimamente. Fíjense en una anécdota personal. El otro día mi hija de 11 años me dijo: “Papá, estuve pensando y realmente Colón era un poco tonto, porque ¿cómo no se dio cuenta de que América era un continente, con lo fácil que es verlo?”
A pesar de que le expliqué que Colón hizo un aporte muy importante aunque no se diera cuenta de “eso”, no hubo manera de que considerara mi opinión como alternativa a la suya. Es muy probable que esta visión crítica de Colón, frente a la que ella misma tenía hace pocos años como “Descubridor oficial” de América, se deba a la aparición de dicha concepción en sus contenidos escolares actuales. Pero observemos como una opinión compleja y crítica le resulta más difícil de lo que parece porque choca con la dificultad de ver el “Descubrimiento” desde dos puntos de vista distintos y no sólo desde uno (sea cual sea). Es decir, en términos piagetianos y cognitivos mi hija está mostrando una visión más compleja que hace años pero con cierta dosis de “egocentrismo adolescente”.
Ergo, es muy importante considerar en primer lugar que el “pensamiento crítico” será siempre en relación con las capacidades del alumno según su desarrollo cognitivo y sus oportunidades de aprendizaje.
En cualquier caso, creo que es muy importante que los estudiantes:
-puedan opinar y establecer criterios de comprobación (hay que hacerles ver que no todo es opinar y que han de dar apoyos empíricos).
- deben ver la posibilidad de que algunas nociones sean mas complejas que otras.
- deben abrirse a visiones alternativas, aunque sean distintas a sus opiniones;
- deben escuchar y justificar sus opciones;
- deben considerar las consecuencias de sus actos y decisiones.
- su libertad termina donde comienza la de los demás, como suele decirse.


9. Los textos suelen ir acompañados de diferentes tipos de imágenes. Simplificando, ¿las que ilustran, de manera más o menos redundante, el sentido del texto ayudan a su comprensión, mientras que las que aportan información nueva complejizan la comprensión o siempre analizar una imagen es realizar una operación cognitiva adicional a la de la lectura del texto? ¿Podría ofrecer algún ejemplo?


Sobre la lectura cognitiva de imágenes y su interpretación y comprensión se ha escritos ríos de tinta, tanto desde la psicología cognitiva, como desde la semiología, etc. No es fácil resumir todo eso. Precisamente en mi web personal
http://www.mariocarretero.net/es/investigacion donde dice en la parte de debajo de la página “Aquí vemos a Colón….” tienen un trabajo de nuestro equipo de investigación sobre esta temática.
Ahí puede verse que los chicos pasan en su desarrollo cognitivo de ver la imagen de forma mas simple y concreta a mas compleja y abstracta (en el caso de imágenes históricas, que es lo trabajado en esta investigación).


10. Muchos de nosotros, siendo alumnos, realizamos actividades como copiar el resumen realizado por el docente y memorizar partes de textos o textos completos. Actualmente, se dice que ese tipo de actividades no son constructivas. ¿Son igualmente nada constructivas copiar y memorizar? ¿Hay diferentes actividades memorísticas, unas “positivas” y otras no? ¿Por qué?

Miren, les voy a presentar otra anécdota, yo diría que paradigmática, con la que me encuentro desde hace años en la docencia.
Cuando un alumno le fotocopia los apuntes a un compañero para preparar un examen porque no pudo ir a clase, finalmente dichos apuntes no le sirven de mucho, y por otro lado, paradójicamente, cuando ese alumno que tomó los apuntes los pierde por alguna razón, y cree que no los va a poder reconstruir, lo llega a hacer finalmente. Y lo hará mejor si los ha tomado bien, es decir, cuanto mas haya pensado, elaborado, etc, al tomarlos, mejor los va a poder reconstruir. O sea, no es el apunte mismo (resultado o producto de una actividad cognitiva) lo que ha creado conocimiento (aunque sea útil como todo sistema notacional), sino la actividad cognitiva asociada a él. Por tanto, eso es lo constructivo. Es decir, la actividad interna realizada mientras que se lleva a cabo la toma de apuntes Por el contrario, si lo que hacemos es copiar a mano apuntes que hemos pedido, entonces no hay actividad constructiva, sino de copia y finalmente no es útil.

Os felicito por tan buena entrevista. Me ha dado mucho gusto responderla.
M.C.


[1]-“ La Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO) que fue creada en 1957 por iniciativa de la UNESCO. La FLACSO quedó constituida como un organismo internacional, intergubernamental, regional y autónomo integrado por los países latinoamericanos y del Caribe que adhieren al Acuerdo: Argentina, Bolivia, Brasil, Costa Rica, Cuba, Chile, Ecuador, Honduras, Guatemala, México, Nicaragua, Panamá, Paraguay, República Dominicana, Surinam y Uruguay.”
[2]-Prof. Dr. Mário Carretero, “Catedrático de la Universidad Autónoma de Madrid (de cuya Facultad de Psicología fue Decano) e Investigador de la FLACSO (Argentina). Realizó su formación doctoral en España y postdoctoral en Canadá y Estados Unidos, en cuyas universidades ha sido profesor invitado, así como en otras universidades europeas y latinoamericana.”

sexta-feira, 7 de maio de 2010

REINSTALAÇÃO DA ÁGUA DA CARETA

No dia 4 de maio/2010, na Câmara Municipal de Franca, a Diretora Leny Pimenta discursou sobre a importância da preservação de monumentos que fazem parte do patrimônio histórico e da memória coletiva do povo francano. Solicitou urgentemente não só a reinstalação da Água da Careta como também a instalação de um micro ecossistema do Cerrado na praça Monteiro Lobato, em homenagem ao grande escritor brasileiro. Essas solicitações se justificaram pelo trabalho desenvolvido na SEMANA LITERÁRIA realizado pelos professores, alunos, funcionários, pais e pela comunidade, um grande evento cujo tema foi FRANCA, 185 ANOS, um verdadeiro resgate da memória histórica como fortalecimento das identidades.




quinta-feira, 6 de maio de 2010